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🌎 “O rio é uma pessoa, não um recurso”

🌎 “O rio é uma pessoa, não um recurso”: o que a Bíblia nos ensina sobre ganância e cuidado com a terra Quando ouvimos povos indígenas dizerem que “o rio é uma pessoa, não um recurso” , muitos podem achar estranho. Mas, se olharmos com atenção, essa forma de enxergar a natureza está muito próxima do que a própria Bíblia ensina . Nos tempos antigos, a busca por novos territórios acontecia por diferentes motivos. Alguns povos migravam por sobrevivência , fugindo da fome, do frio ou de guerras. Outros, porém, avançavam sobre terras alheias por ganância e desejo de poder , movidos pela ambição de possuir mais riquezas e dominar outros povos. A Bíblia fala muito sobre isso. Desde Gênesis, aprendemos que a terra pertence ao Senhor : “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe.” (Salmo 24:1) Ou seja, nós não somos donos da criação — somos cuidador(a)es , chamados para administrá-la com responsabilidade. Quando o ser humano age com ganância, explorando sem limites, ele se afasta do pr...

Entre a Terra e o Asfalto🌿

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Outro dia reli Ideias para adiar o fim do mundo , de Ailton Krenak, e fui atravessada por uma sensação antiga, quase ancestral. Ele fala que o fim do mundo não é um evento futuro — ele já começou. E eu, sentada diante de uma tela fria, cercada de prazos, planilhas e compromissos, percebi que talvez tenha passado a vida inteira tentando adiar o meu próprio fim, esse que acontece em silêncio, quando nos afastamos da Terra que nos gerou. Krenak fala da necessidade de sonhar o mundo novamente. Mas como sonhar quando o despertador toca às seis, o ônibus atrasa e o cartão de crédito vence na sexta? Penso nos meus ancestrais, que um dia deixaram suas terras em busca de sobrevivência, e percebo que repito esse gesto — não com os pés, mas com o espírito. Eles migraram pela necessidade de comer; eu, pela necessidade de continuar existindo neste mundo que mede valor em produtividade. No auge da minha vida profissional, quando o sucesso se confunde com o cansaço, surge em mim o anseio de retorn...

A Expressão como caminho de aprendizagem: Linguagens, Emoção e Criação

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Costumo refletir sobre os chamados “métodos de ensino” em Língua Portuguesa, embora prefira vê-los como métodos de ensino de linguagens . Essa escolha não é apenas terminológica, mas conceitual: parte da convicção de que o ensino da língua deve contemplar as múltiplas formas de expressão — verbal, não verbal, gestual, visual e simbólica. Entendo que a linguagem é vida , e ensinar é, antes de tudo, possibilitar que o outro se expresse. A noção de linguagens múltiplas aproxima-se das reflexões de Mikhail Bakhtin , para quem a linguagem é essencialmente dialógica — ela se forma no encontro entre sujeitos, na interação social. Quando o aluno escreve, fala ou se expressa por meio de imagens e gestos, ele não apenas comunica, mas constrói sentidos compartilhados , respondendo ao mundo e à palavra do outro. Nesse sentido, a escrita e a leitura não devem ser atividades isoladas ou mecânicas. Quando incentivo meus alunos a transformar aquilo que leem em novas produções, estou promovendo o...

identidade

A identidade humana não está no que fazemos, mas em quem somos diante de Deus. Somos criados à imagem e semelhança do Criador (Gn 1.26-27) e, em Cristo, recebemos uma nova identidade como filhos adotivos (2Co 5.17; Ef 1.5). Isso significa que antes de qualquer profissão — professor, médico, tatuador, engenheiro ou artista — já temos valor e dignidade em Deus. Contudo, essa identidade em Cristo se expressa na vida prática, inclusive no trabalho. A Reforma resgatou a noção de que toda vocação é santa quando exercida para a glória de Deus. Assim, profissão não é apenas um meio de ganhar sustento ou de se autorrealizar, mas um chamado para servir ao próximo e cultivar a criação (Cl 3.23-24). A tatuagem e o cristão Quando pensamos na profissão de tatuador, logo surge a lembrança de Levítico 19.28, que proíbe certas marcas no corpo. No entanto, à luz de Cristo, entendemos que essa proibição estava ligada a práticas idólatras da época. A questão não é a tatuagem em si, mas o que ela significa...

O mentiroso

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📝 Verdade em Amor: Entre o silêncio e a sinceridade Muitas pessoas têm dificuldade em falar o que realmente pensam. Preferem se calar para não gerar conflitos ou para evitar que alguém fique magoado. Mas até que ponto o silêncio é saudável? Será que evitar conversas difíceis realmente nos protege ou, no fundo, cria ainda mais distâncias? A verdade é que conviver em comunidade, seja numa família, seja na igreja, significa lidar com diferenças, atritos e reconciliações. E fugir desse processo pode nos tornar superficiais, distantes e até mesmo hipócritas. 🎬 O filme O Mentiroso e a verdade inconveniente No filme O Mentiroso ( Liar Liar ), Jim Carrey interpreta um advogado que, por causa do desejo do filho, fica impossibilitado de mentir por 24 horas. A princípio, dizer sempre a verdade gera situações constrangedoras e engraçadas, mas com o tempo o personagem percebe que sua falta de sinceridade estava destruindo seus relacionamentos. Essa comédia mostra uma lição p...

A verdade é um leão

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Muitas vezes sou acusada de ser “grossa” simplesmente por falar de forma verdadeira e aberta. Não pretendo — e nem poderia — ter a verdade absoluta, mas procuro expor as coisas como as vejo, com sinceridade. E isso, para alguns, soa como dureza. Mas a verdade é um leão. Ela não precisa de adornos nem de defesas humanas. Quando libertada, se impõe por si mesma. No meio cristão, deveria ser ainda mais natural a prática da sinceridade, mas infelizmente, muitas vezes, encontramos hipocrisia, ocultação, minimização de problemas e até falsidade. Tudo isso por medo de “ofender” ou de causar desconforto. No entanto, esconder a verdade não é amor — é negligência. E falar a verdade em amor não significa usar diminutivos, falar mansinho e baixinho, como se fosse possível maquiar as situações. Essas estratégias são apenas formas de minimizar os problemas. O amor verdadeiro não se expressa no tom de voz, mas no desejo de edificar, corrigir e restaurar. Reconheço também ...

Aggretsuko

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A personagem Aggretsuko, do anime japonês, representa bem o dilema da identidade no mundo contemporâneo. No escritório, é a funcionária obediente e discreta, moldada pelas expectativas externas. Mas, em segredo, libera sua verdadeira essência ao cantar death metal em um karaokê, revelando emoções reprimidas. Essa duplicidade entre o eu público e o eu autêntico traduz o conflito de muitos jovens e adultos: afinal, somos aquilo que mostramos para atender às normas ou aquilo que sentimos de fato em nossa interioridade? Quando buscamos relacionamentos humanos, projetamos no outro aquilo que reflete ou complementa nossa identidade. Psicologicamente, atraímos por semelhança ou contraste; neurologicamente, o cérebro ativa sistemas de recompensa, liberando dopamina, ocitocina e serotonina que nos fazem associar a pessoa escolhida ao prazer e ao sentido. Assim, a paixão surge como um encontro entre identidade e desejo, sustentado por mecanismos biológicos. Curiosamente, esse mesmo r...