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Mostrando postagens de março, 2026

"e assim, chegar e partir, são só dois lados da mesma viagem...:

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Há momentos na nossa caminhada em que nos encontramos exatamente entre dois lugares: saímos de um, mas ainda não criamos raízes no outro. É nesse espaço — aparentemente indefinido — que tenho vivido. Recentemente, deixamos uma igreja que fez parte da nossa história. Agora, chegamos a um novo lugar. Ainda não sei se será definitivo. Há pensamentos sobre ir para o interior, talvez até para outro país por um tempo. E, no meio de tudo isso, uma pergunta tem ecoado no meu coração: Deus quer que a gente se estabeleça ou que a gente caminhe? Ao ler Números 35, algo me chamou atenção. Deus estava organizando o povo para viver na terra prometida, mas, ao mesmo tempo, os levitas não receberiam um território fixo como herança. Eles viveriam espalhados, em cidades dentro das terras das outras tribos. Isso me fez pensar: mesmo dentro da promessa, nem todos foram chamados para fincar raízes profundas em um único lugar. Por muito tempo, eu pensei que talvez Deus não nos quisesse fixos...

“é preciso estar bem para cuidar dos outros”.

Na vida adulta, é comum que as responsabilidades se acumulem e que as prioridades se reorganizem em torno da casa, da família e da estabilidade emocional. Nesse contexto, ganha força a ideia de que “é preciso estar bem para cuidar dos outros”. Embora essa afirmação tenha um aspecto de verdade, ela também pode ser distorcida a ponto de justificar o afastamento da vida em comunidade e o enfraquecimento dos vínculos da fé. Diante disso, torna-se necessário refletir: até que ponto essa lógica está alinhada com o ensino bíblico, especialmente no que diz respeito ao significado de ser “irmão”? A Bíblia Sagrada apresenta, de forma clara, a importância do cuidado com a própria família.  O versículo 1 Timóteo 5:8 , da Bíblia Sagrada , diz: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.” há uma advertência contundente sobre a responsabilidade de prover e zelar pelos da própria casa. Esse princípio evidencia que a fé ...

Quando olhar para o pecado nos leva à graça

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Trecho bíblico Livro de Números 21:8-9 > Então disse o Senhor a Moisés: “Faze uma serpente ardente e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo aquele que, tendo sido picado, olhar para ela.” E Moisés fez uma serpente de bronze e a colocou sobre a haste; e sucedia que, se alguma serpente mordia alguém, quando esse olhava para a serpente de bronze, vivia. Durante a caminhada do povo de Deus pelo deserto, um episódio aparentemente estranho revela uma das mensagens espirituais mais profundas das Escrituras. O povo havia murmurado contra Deus e contra Moisés. Como consequência, serpentes venenosas entraram no acampamento e muitos foram picados. Diante do sofrimento, o povo reconheceu seu erro: haviam pecado. Então Deus deu uma instrução inesperada: Moisés deveria fazer uma serpente de bronze e colocá-la sobre uma haste. Quem fosse picado deveria apenas olhar para ela para viver. À primeira vista, isso parece estranho. Por que Deus escolheria justamente uma serpente — sím...

"eu sou um pecador, mas tu és puro Deus"

Quando a santidade vira superioridade Existe uma distorção espiritual sutil e perigosa: quando a busca pela santidade se transforma em identidade de superioridade. Nesse cenário, o crente deixa de se ver como alguém continuamente dependente da graça e passa a se perceber como alguém que “não é mais pecador”, apenas comete “erros ocasionais”. A mudança parece pequena, mas seus efeitos são profundos. Primeiro, ela desloca o coração do evangelho. A boa notícia não é que alguns venceram o pecado por desempenho moral, mas que todos são alcançados por misericórdia. Quando a linguagem espiritual elimina a confissão humilde e permanente, a graça deixa de ser o chão da vida cristã e vira apenas a porta de entrada de um sistema de méritos. Segundo, essa mentalidade enfraquece o arrependimento. Se o pecado deixa de ser nomeado com honestidade, a consciência perde sensibilidade. O que deveria gerar contrição vira autojustificação. O resultado não é mais santidade, mas um verniz de correção exte...