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Mostrando postagens de julho, 2025

Sobre alfinetes...

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🔸 Coisas Pequenas, Sentimentos Grandes Reflexões sobre o capítulo “História do Alfinete de Fralda” – A Bolsa Amarela No capítulo “História do Alfinete de Fralda”, Lygia Bojunga nos apresenta um personagem improvável: um alfinete. Esquecido, enferrujado e jogado na rua, ele ganha voz e clama por cuidado: “Me guarda? Já não aguento mais viver aqui jogado...” Esse simples trecho, construído com personificação , nos faz refletir sobre a forma como tratamos aquilo que, aparentemente, não tem mais utilidade. O alfinete representa tudo o que é invisibilizado — objetos, pessoas, memórias, ideias. E mais ainda: nos representa. Na adolescência, eu costumava olhar o mundo com esse mesmo olhar poético. Cada coisa tinha um significado, um porquê. Mas com o tempo, fui atropelada pela rotina: o trabalho, os cuidados com a casa, os filhos, o casamento… E, sem perceber, deixei de enxergar os “alfinetes” da vida. Aqueles detalhes sutis que antes me encantavam passaram a ser apenas pa...

A bolsa amarela... pássaros... qual a relação?

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Enquanto lia A Bolsa Amarela , de Lygia Bojunga (1976), me deparei com um trecho que parece escrito para hoje. O galo da história, que NÃO queria ser chefe do galinheiro, que queria cantar alto e ser diferente, foi chamado de “danado” e acabou preso para aprender a não ser como era. O castigo? Um quartinho escuro. A culpa? Querer pensar com a própria cabeça e expressar sua natureza. Na hora, me veio um estalo: quantas vezes somos punidos por simplesmente querer ser quem somos? Quantas vezes empresas, patrões, cônjuges, igrejas e até escolas tratam como “rebeldia” o simples desejo de fazer diferente? Em muitas empresas, o funcionário que propõe um novo caminho é visto como problema. Nas famílias, o cônjuge que questiona padrões é acusado de ingratidão. Em igrejas, quem ousa pensar fora da caixa é considerado insubmisso. E nas escolas, o aluno criativo vira o "indisciplinado". Ao dizer que empresas, cônjuges, igrejas e escolas tratam a liberdade como rebeldia, p...

Censura: como matamos o futuro

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✝️ Quando o Faraó ordena a morte dos inocentes: Uma Reflexão Bíblica e Atual > “Vendo, pois, o rei do Egito que o povo se multiplicava \[...] ordenou a todas as parteiras: ‘Quando ajudardes as hebreias a dar à luz, se for menino, matai-o.’” > (Êxodo 1:15-16) Lemos esse trecho da Bíblia quase como um detalhe da história de Moisés, mas o que está ali é algo brutal: um decreto oficial de morte contra bebês inocentes. Um governo com medo do povo decide eliminá-lo — não por causa de crimes, mas por existir. O faraó do Egito não mandou matar soldados, criminosos ou inimigos armados. Ele mandou matar crianças recém-nascidas. Era uma política pública baseada no medo de perder o controle. É o poder agindo com frieza para manter seu próprio trono. Matar bebês ao nascerem, como ordenou o faraó, é mais do que um ato de violência física — é uma violência contra o futuro, um assassinato da possibilidade antes que ela exista. Da mesma forma, a censura imposta hoje a opositores e cid...

Raízes

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De vez em quando, surge uma inquietação a respeito das coisas do passado, dos antepassados, das memórias familiares que parecem perdidas na mente. São saberes de ancestralidade que não conhecemos, mas que, de alguma forma, vivem em nosso sangue, em nossas feições, em quem somos sem saber . E então me pergunto: por que isso importa tanto? Por que isso grita dentro da gente, incomoda, como um barulho constante na mente que nos move a procurar algo? Procurar informações. Procurar sentidos. Procurar... Às vezes, é muito incômodo procurar, principalmente quando a gente nem sabe exatamente o que está buscando . E então surge a dúvida: para que saber disso é importante? Que diferença isso vai fazer na prática? No meu caso, falo da cultura indígena . Mas sei que essa inquietação grita dentro de muitas outras pessoas. Será que pessoas de outros países e etnias também têm essas questões, dúvidas e incômodos? Ou será que isso é mais forte em povos como o brasileiro, o africano, o indígena — q...