Sobre alfinetes...
🔸 Coisas Pequenas, Sentimentos Grandes Reflexões sobre o capítulo “História do Alfinete de Fralda” – A Bolsa Amarela No capítulo “História do Alfinete de Fralda”, Lygia Bojunga nos apresenta um personagem improvável: um alfinete. Esquecido, enferrujado e jogado na rua, ele ganha voz e clama por cuidado: “Me guarda? Já não aguento mais viver aqui jogado...” Esse simples trecho, construído com personificação , nos faz refletir sobre a forma como tratamos aquilo que, aparentemente, não tem mais utilidade. O alfinete representa tudo o que é invisibilizado — objetos, pessoas, memórias, ideias. E mais ainda: nos representa. Na adolescência, eu costumava olhar o mundo com esse mesmo olhar poético. Cada coisa tinha um significado, um porquê. Mas com o tempo, fui atropelada pela rotina: o trabalho, os cuidados com a casa, os filhos, o casamento… E, sem perceber, deixei de enxergar os “alfinetes” da vida. Aqueles detalhes sutis que antes me encantavam passaram a ser apenas pa...